Escolhida como a capital mineira do vinho pelo governo estadual em setembro de 2025, Andradas brota em meio à Serra da Mantiqueira e reúne sete vinícolas que produzem cerca de 4 milhões de litros de vinho por ano. “Estamos na região vulcânica, temos um terroir específico”, conta Erivelton Siqueira, secretário de desenvolvimento econômico, agrário, turismo e cultura do município.

A cidade também integra a Rota Vulcânica, outra novidade lançada em 2025, que engloba as belas cadeias de montanhas da localidade. Andradas, que tem 40 mil habitantes e uma invejável agenda de eventos gastronômicos ao longo do ano, sabe como preservar a cultura alimentar da região.
Baristas são levados às escolas públicas para ensinar os jovens a tirar um bom café. A prefeita Margot Pioli criou uma rua gastronômica que os turistas adoram. Festas do vinho e italiana e festival de café são muito bem organizados.
A produção de cafés especiais é exuberante, com 2.700 famílias envolvidas na plantação do grão. A fabricação de azeites de oliva está em alta, com rótulos colecionando prêmios. As safras de tomate e banana são incremento relevante. Vários bens são reconhecidos como patrimônio pelo poder público, como o tradicional virado de frango, o vinho de uva Jacquez e o doce da festa do Campestrinho, dentre outros. Famosos biscoitos e bolachas, como o beliscão de goiabada, fortificam a tradição quitandeira – são 40 fabricantes na região.
Por toda essa robustez, o Prêmio Cumbucca de Gastronomia confere a Andradas a alcunha de Cidade Gastronômica 2026.
A iniciativa tem apoio institucional da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), do Sistema Fecomércio e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e tem como objetivo impulsionar o turismo gastronômico e destacar a diversidade da cultura alimentar do município.