Em 2026, o Carnaval de Minas Gerais segue consolidado como muito mais do que uma grande festa de rua
A folia se espalha por mais por todo o estado como um destino onde música, cultura e gastronomia caminham juntas, criando experiências que começam no bloco e terminam à mesa.
Em Belo Horizonte e no interior, bares, restaurantes, cozinhas autorais e produtores locais se preparam para receber foliões com cardápios que celebram a cozinha mineira em suas múltiplas versões. Do pão de queijo recém-assado ao torresmo crocante, passando pelo feijão tropeiro, pelas tábuas de queijos artesanais e por releituras contemporâneas da comida afetiva, a gastronomia ganha protagonismo durante o feriado.
Mais do que alimentar, a culinária mineira passa a contar histórias – de território, de tradição e de criatividade.

Quando comer vira parte do roteiro
No Carnaval 2026, a relação entre festa e comida vai além do consumo rápido entre um bloco e outro. Em cidades históricas, restaurantes e produtores apostam em ingredientes regionais e experiências pensadas para turistas interessados em explorar Minas pelos sabores.
“Com o crescimento da festa de Belo Horizonte, o Carnaval nas Cidades Históricas teve uma queda no movimento, mas isso vem mudando, e a cada ano nós percebemos um fortalecimento e um retorno do Carnaval nas nossas cidades. Com isso Minas Gerais se torna realmente um patrimônio cultural do Carnaval. Antes as pessoas queriam ir para a praia nessa época do ano, hoje todo mundo quer vir para cá”, pontuou o vice-presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e prefeito de Diamantina, Geferson Burgarelli.
Feiras gastronômicas, encontros com produtores artesanais, festivais temáticos e circuitos culinários entram na programação paralela do Carnaval, ampliando o tempo de permanência dos visitantes e fortalecendo a economia local. Comer bem deixa de ser coadjuvante e passa a integrar o roteiro de viagem.
“O Carnaval nas Cidades Históricas valoriza a identidade cultural de Minas Gerais, fortalece o turismo e promove desenvolvimento com respeito às tradições locais. Estamos mostrando ao Brasil que é possível viver um carnaval diverso, democrático e seguro, que movimenta a economia, gera emprego e renda e, ao mesmo tempo, preserva o nosso patrimônio histórico e cultural”, destaca a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega.
BH: bares abertos, cozinha pulsando
Na capital, o clima de Carnaval se reflete diretamente na cena gastronômica. Bares tradicionais, botecos premiados e casas contemporâneas ajustam horários, criam pratos sazonais e reforçam equipes para acompanhar o ritmo da cidade. A ideia é simples: acolher quem dança, quem trabalha e quem escolhe viver o Carnaval também pelos sabores.
A infraestrutura montada para a festa – com corredores culturais, áreas de descanso e hidratação – favorece a circulação do público e mantém o comércio ativo ao longo do dia, criando um ambiente propício para a gastronomia urbana florescer.

Impacto direto no setor de alimentação
O desempenho do setor alimentício acompanha o crescimento da festa. Segundo a CDL-BH, supermercados, bares e restaurantes serão beneficiados com a venda de bebidas. Sendo que as mais citadas pelos consumidores são: água (72,1%), cerveja (62,8%), destilados e refrigerantes (25,6% cada), energéticos e sucos (16,3% cada), catuaba (7%), vinhos (4,7%) e água de coco (2,3%).

Minas além da folia
A fusão entre turismo, cultura e gastronomia faz do Carnaval de Minas Gerais, em 2026, um evento que vai além da diversão. O estado se afirma como destino onde a comida é parte essencial da experiência – capaz de despertar memórias, criar vínculos e traduzir, em sabor, a identidade mineira.
