Carnaval de BH segura o público na cidade e promete forte impacto no comércio e no turismo em 2026

Programação gratuita mantém o público na capital, impulsiona gastos com alimentação, bebidas e fantasias e fortalece a economia urbana durante a folia

O Carnaval de Belo Horizonte segue consolidado como um dos maiores eventos de rua do país e deve aquecer ainda mais a economia local em 2026. Levantamento da Fecomércio MG aponta que 91,4% dos foliões pretendem passar o Carnaval na capital, reforçando o perfil urbano da festa e o impacto direto no comércio, nos serviços e no setor de turismo.

A pesquisa mostra que a maioria do público é formada por moradores de Belo Horizonte e da Região Metropolitana, mas quase um quarto dos participantes vem de outras cidades de Minas, de outros estados e até do exterior. Entre os visitantes, 79,2% pretendem permanecer na cidade por até uma semana, com preferência por hotéis e Airbnb como meios de hospedagem.

Foto: Patrick Arley/Divulgação

Consumo concentrado em comida, bebida e experiências gratuitas

A programação gratuita segue como principal motor da folia. Blocos de rua, ensaios abertos e eventos sem cobrança de ingresso são os formatos mais frequentados, o que amplia a circulação de pessoas e cria oportunidades para ambulantes, bares, restaurantes e food trucks.

Na alimentação, os foliões indicam preferência por bares e restaurantes, food trucks, ambulantes e refeições em casa, enquanto no consumo de bebidas a água e a cerveja lideram, seguidas por destilados e energéticos. A maior parte das compras de bebidas deve ocorrer com ambulantes ou por meio de produtos levados de casa, reforçando a dinâmica de rua do Carnaval belo-horizontino.

Foto: Wander Faria/ Acervo Belotur

Fantasias feitas em casa e busca por baixo custo

O estudo também aponta um Carnaval cada vez mais autoral. Mais de 35% dos foliões pretendem confeccionar a própria fantasia, enquanto outros 27,6% devem reutilizar peças que já possuem. Apenas 16,1% afirmam que irão comprar fantasias prontas.

Quando há compra, o consumo se concentra no comércio popular, especialmente em lojas de acessórios e armarinhos, com destaque para critérios como variedade de produtos e preço baixo. A influência das redes sociais na decisão de compra aparece, mas fica atrás de fatores práticos como custo e localização.

Gastos acima de R$ 400 para 41% dos foliões

Mesmo com forte presença de eventos gratuitos, o Carnaval deve gerar impacto financeiro relevante. Quatro em cada dez foliões planejam gastar mais de R$ 400 com alimentação, bebidas e fantasias durante o período. Os meios de pagamento mais utilizados serão cartão de crédito, débito e Pix, confirmando a digitalização das transações durante a festa.

Foto: Leo Lara/Divulgação

Redes sociais guiam o folião

Na hora de buscar informações sobre a programação, Instagram e WhatsApp lideram com folga, seguidos pelo site oficial do Carnaval de Belo Horizonte. A preferência por canais digitais reforça o papel das redes na organização da experiência do público e na divulgação de eventos e serviços durante a folia.

Carnaval urbano, econômico e estratégico

Os dados mostram que o Carnaval de Belo Horizonte deixou de ser apenas uma festa para se tornar um evento estratégico para a economia da cidade, capaz de estimular o turismo urbano, manter o morador na capital e distribuir renda ao longo da cadeia de comércio e serviços.

O levantamento foi realizado com 510 foliões, por meio de questionário online, entre 6 e 18 de janeiro de 2026, pela área de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG, com apoio da Belotur.