Mercado Central: onde Minas cabe em cada esquina

Dos clássicos inesquecíveis aos achados que surpreendem até quem acha que já viu tudo

No coração de BH, o Mercado Central é um convite a se perder — e se encontrar — entre aromas, afetos e tradições. Inaugurado em setembro de 1929, o então Mercado Municipal nasceu como um dos maiores centros de comércio do estado, reunindo cerca de 100 comerciantes que vendiam de hortifrúti a bebidas, carnes, doces e cafés. Quase um século depois, continua pulsando com a mesma energia.

“O Mercado Central é o principal ponto turístico de Belo Horizonte, o local mais visitado da cidade. Todo belo-horizontino que recebe alguém acaba trazendo o convidado para cá, para tomar um café, comer uma broinha, ou simplesmente se perder nos corredores do mercado”, comenta o presidente do Mercado, Geraldo Henrique Figueiredo Campos.

Hoje, são cerca de 400 lojas, mais de 2,5 mil funcionários e um fluxo constante de visitantes — mais de um milhão por mês. É uma cidade dentro da cidade. 

A seguir, um roteiro para explorar esse universo único — dos endereços mais emblemáticos às descobertas que fazem do Mercado Central uma experiência que alimenta corpo, alma e memória.

Para zerar os clássicos

Com os clássicos não se brinca. Eles são o ponto de partida perfeito para sentir o espírito do mercado: generosidade, simplicidade e afeto em forma de comida.

Quem visita o espaço pela primeira vez não pode deixar de provar a rosquinha de queijo com açúcar e canela da Lanchonete Palhares (@lanchonetepalhares – Lj 177), a broa de fubá de canjica do Café Dois Irmãos (@cafedoisirmaos – Lj 30) e encerrar o passeio com a Tradicional Limonada (@tradicionallimonada – Lj 45).

E depois de provar os clássicos, siga o fluxo. O vaivém das pessoas, o burburinho e os cheiros te conduzem naturalmente às bancadas disputadas.

Fotos: Divulgação – Tradicional Limonada | Lanchonete Palhares

Para encarar as filas

Nos fins de semana e feriados, até esperar faz parte da experiência. Afinal, todo mundo quer provar as receitas que se tornaram lendas. A recompensa vem logo: o torresmo de barriga crocante do Rei do Torresmo (@reidotorresmomercadobh – Lj 166) e as empadas de jiló, carne e bacon, sempre quentinhas e recém-saídas do forno, do Ponto da Empada (@pontodaempadabh – Lj 186).

E quando a pressa dá lugar à curiosidade, o mercado se abre em pequenos tesouros escondidos.

Fotos: Divulgação – Ponto da Empada | Rei do Torresmo

Para fugir do óbvio

O Mercado Central revela surpresas capazes de encantar até os habitués. Vale descobrir o bolo de cenoura com calda de chocolate do Dudu Lanches (@dudu_lanches.oficial – Lj 120), simples e perfeito. Já na Dünn Cervejaria (@dunncervejaria – Lj 231), o destaque vai para a Amber Ale com goiabada cascão, uma homenagem saborosa ao próprio Mercado.

Foto: Divulgação – Dünn Cervejaria

E como ninguém vive só de beliscar, há momentos em que o cheiro de alho e cebola fritando chama para um almoço de verdade — do tipo que conforta e sustenta.

Para encher a barriga

São ótimas as opções de almoço, com PFs generosos e cheios de personalidade. Entre os mais procurados estão o frango à milanesa crocante e douradinho do Jajá Chapa Quente (@jaja_chapa_quente – Lj 145), a rabada que desmancha na boca do Mané Doido (@manedooido – Lj 38) e a tilápia empanada do Restaurante do Júlio (@restaurantedojuliomercadobh – Lj 153). Pratos feitos para todos os gostos e bolsos.

Mas se o paladar pedir outras viagens, o Mercado também guarda passaportes gastronômicos para além das montanhas.

Fotos: Divulgação

Para conhecer o mundo

A cozinha mineira reina absoluta, mas o Mercado Central também é um ponto de encontro de sabores do mundo. No Empório Árabe d’Hana (@emporioarabedahana – Lj 33), o destaque é o kibe impecável e a variedade de produtos típicos. O Narjes (@narjessabores – Lj 23) oferece esfihas congeladas com combinações criativas, como couve com nozes e melaço de romã. E na Doces de Portugal (@docesdeportugal – Lj 251), os pasteizinhos de nata garantem uma pausa doce e acolhedora no meio do passeio.

E se ainda sobrar tempo — e vontade de ficar —, o Mercado mostra por que é mais do que um endereço gastronômico: é um jeito de viver Belo Horizonte.

Para resolver a vida

Além das lanchonetes, bares, açougues e hortifrutis, o espaço concentra uma variedade de serviços: há caixas eletrônicos, farmácias, casa lotérica, barbearia, lojas de presentes e até a Capela do Mercado, com acesso pela entrada do estacionamento.

E, para fechar o dia, nada melhor do que uma fatia de abacaxi geladinho na Praça do Abacaxi, símbolo da hospitalidade mineira que transforma rotina em aconchego.

Tem Cumbucca no Mercado!

Neste ano, a plataforma Cumbucca assumiu a gestão da Cozinha Interativa Itambé (@cumbucca – Estacionamento), espaço dedicado a celebrar a culinária mineira e aproximar produtores, estabelecimentos e público. O local recebe aulas, workshops, degustações e oficinas, promovendo experiências que unem tradição e inovação — bem ao estilo do Mercado Central.

Foto: Francisco Dumont – Cozinha Interativa Itambé, por Cumbucca