A visão estratégica de Bárbara Botega, nova secretária de cultura e turismo do estado
“As pessoas querem estar em Minas”. A frase de Bárbara Botega dá uma pista sobre o ritmo do trabalho da nova secretária de cultura e turismo de Minas Gerais. Assertiva, ela foi nomeada no novo cargo em setembro, após a saída de Leônidas Oliveira – que deixou um legado grandioso, conforme pontua sua sucessora.
O trânsito em ambas temáticas não é novidade para ela, que já atuava em projetos envolvendo Carnaval e Réveillon, por exemplo. “Fiz um trabalho bastante transversal dentro do governo”, lembra, sobre o período em que foi secretária-adjunta de comunicação social do Executivo estadual.

“Sou de conseguir recursos. Temos que fazer mais com menos, é um orçamento enxuto”, ela cita outra diretriz. “Com criatividade, a gente consegue expandir”, resume.
Quem a acompanha de perto, sabe que essa forma de avaliar cenários inspira e transforma. No âmbito familiar, foi assim durante a pandemia, quando um simples ato no condomínio onde morava acabou contagiando seus vizinhos.
Fã de receitas de internet – ela adora cozinhar -, Bárbara se meteu a fazer a famosa receita de pão de queijo do chef Leo Paixão, que viralizou ao preparar o quitute usando apenas três ingredientes: creme de leite, queijo Minas ralado e polvilho azedo.
“Fiz demais e deixava na porta dos meus vizinhos”. O mimo amoleceu corações. No dia seguinte, um vizinho deixou uma rosca, depois um bombom. “Isso ficou durante a pandemia”, relembra.
Essa multiplicação é a conta feita por Bárbara para deixar o bolo do turismo e da cultura ainda mais robusto. Os frutos já são colhidos, conforme ela vai citando. Minas Gerais é o segundo destino de viagens mais procurado do Brasil – dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2024, do IBGE.

“A intenção é trabalhar o orgulho e pertencimento da mineiridade, vendendo com verdade o destino Minas Gerais” – Bárbara Botega – Secretária de Cultura e Turismo do Estado de Minas Gerais

Outro ponto festejado é o aumento de 24,4% na motivação cultural e gastronômica para viagens. A pesquisa mostra que, entre todos os tipos de lazer, apenas cultura e gastronomia apresentaram crescimento contínuo, consolidando Minas como referência. “Tivemos aumento de mais de 23% no número de turistas internacionais”, comemora.
Bárbara tem dito que esse é um caminho sem volta. Para ela, o estado tem a faca e o queijo na mão, e a gastronomia, não por acaso, tem papel importante nessa estratégia. “Essa experiência é muito frutífera, mostramos que o luxo está na simplicidade, na nossa essência”, diz.
A confiança também é ancorada em dados. Ela afirma que antes se acreditava que turismo no Brasil só era atrativo se envolvesse praia e sol. “Hoje vemos que não. Para o turista internacional, mais de 60% não buscam isso quando pensam em lazer”.
Nesse balaio de atrativos, a melhor cozinha do mundo, o sotaque mais agradável do país, os festivais gastronômicos, a riqueza cultural, o reconhecimento do queijo Minas como patrimônio imaterial pela Unesco… A lista de ativos que a secretária enumera é extensa. Sorte a nossa.
