De clássicos que atravessam décadas a endereços recém-chegados, lista reúne os bares que definem a boemia de Belo Horizonte.

Belo Horizonte carrega o título de capital dos bares, e essa lista traz 30 bares imperdíveis em BH para todos os gostos. Da mesa farta ao drinque autoral, cada endereço foi escolhido pensando em boa comida, boa bebida e, acima de tudo, hospitalidade, aquele acolhimento que só um bom boteco mineiro sabe oferecer.
Tem lugar pra quem busca petisco caprichado, tem bar pra quem quer beber bem e tem endereço certo pra prosa boa e aquele fim de tarde que vira noite. Confira a seguir os 30 bares imperdíveis em BH que resumem a alma boêmia da capital mineira.
A Porca Voadora
Na Serra, A Porca Voadora é um gastrobar e armazém que celebra a cozinha mineira com o toque autoral da chef Bruna Rezende. Os clássicos de boteco ganham nova roupagem por ali, como a tulipa de frango ao melado, e carne de panela com gema confitada. Mas o grande destaque fica com o jiló recheado com joelho de porco, ideal ao lado de uma cerveja gelada ou caipirinha.
Agosto Butiquim

Localizado no Prado, o Agosto Butiquim tem a proposta de unir sabor, aconchego e aquela sensação de estar em casa, cercado de amigos. O destaque fica por conta da cozinha, que aposta em clássicos com um toque original como a costelinha suína defumada e a trouxinha de queijo canastra com molho de goiabada.
Alter Bar
No Belvedere, Alter Bar chama atenção desde maio de 2026, comandado pelo chef Flávio Trombino, do Xapuri. A proposta aposta na culinária mineira de raiz, pensada para compartilhar, e no universo da equitação como referência estética, que aparece até no cardápio, com destaques como o bife a cavalo e as caldeiradas.
Balcão Savassi

Localizado na Savassi, o Balcão Savassi chega para misturar Itália, Estados Unidos e Minas Gerais numa releitura da tradicional estufa mineira. A casa se divide entre balcão quente, com carnes defumadas como pastrami e costelinha, e balcão frio, com burrata, queijos e embutidos. Para acompanhar, a carta de drinques autorais passa pelo Brooklyn Garden, com gin e xarope de tomilho, além de vinhos escolhidos a dedo para harmonizar com cada sanduíche.
Bar da Lora
Com unidades no Mercado Central, na Praça Raul Soares e na Savassi, o Bar da Lora é um clássico belorizontino. Seu fígado acebolado com jiló já pode ser considerado um patrimônio da cidade. O destaque fica para a cerveja gelada e ainda para a simpatia da proprietária, a Lora.
Bar do Antônio
Com a tradicional unidade no Sion e, a mais recente, no Luxemburgo, o Bar do Antônio é para aqueles que querem comer bem. Com pratos e porções que chamam a atenção do público, como a panceta com farofa e feijão, o Bar do Antônio também conta com a famosa estufa para os amantes da boêmia belorizontina.
Bar do Lopes
Com unidades no Lourdes, na Savassi e em Vila da Serra, o Bar do Lopes faz parte da história da boêmia belorizontina desde 1963. No cardápio o bar aposta em variedade, com petiscos como o bolinho de queijo canastra meia cura e melado de cana e pratos completos, como o medalhão de filé ao café.
Bar do Nivaldo
Localizado no coração da boêmia belorizontina, no Santa Tereza, o Bar do Nivaldo é daqueles bares típicos onde comida boa e cerveja gelada são certeza. A famosa almôndega do Nivaldo faz sucesso absoluto entre os clientes, assim como o queijo canastra, de São Roque de Minas, assado na chapa.
Bar do Toninho Árabe
Localizado na Serra, o Bar do Toninho Árabe é pequeno e concorrido. A família de Daniel Auad carrega a Síria na receita desde 1958, e são quase sete décadas de prática que se refletem no ponto certo da coalhada seca, sempre impecável. Quibe cru com homus, falafel e babaganuche completam o roteiro de quem topa se render à tradição.
Bar Padrin

No Carmo, no Bar Padrin, a cozinha apurada assinada pelo chef Daniel Tassi entrega ingredientes frescos e pratos que fogem do previsível. O tonkatsu, lombinho suíno empanado com maionese da casa, acerta na textura e no sabor, assim como a batata frita, que impressiona pela crocância. Já a carta de drinques vai da tradicional batidinha de cachaça ao coquetel mais refinado, com o “Padrin” entre os mais pedidos: maracujá, limão-capeta, canela, cachaça e espuma de gengibre.
Bar Palito
Um tributo à coquetelaria tradicional, o Bar Palito oferece drinques como Dry Martini e Daiquiri. Os clientes podem curtir a experiência de sentar em uma das mesas do corredor da Galeria São Vicente e apreciar a vista para a Praça Raul Soares e a arquitetura do Edifício JK. E tem bar dentro do bar. O Puxado oferece ambiente reservado, com carta que inclui destilados e licores raros e drinques autorais de cachaças mineiras e boa música rolando no vinil.
Bola Bar
No Padre Eustáquio, no Bola Bar, a estufa manda no clima e garante alto nível de botecagem clássica, do jeito que se faz há mais de 40 anos. O Bola Bar convida o cliente a uma boa prosa enquanto experimenta petiscos como língua de boi, maçã de peito e pé de porco. O bolinho de carne é o forte da casa.
Boteco Nada Contra

Localizado no Funcionários, o Boteco Nada Contra revisita clássicos de balcão. O pastel de mortadela, almôndega de cordeiro e moela empanada dividem espaço com torresmo de barriga, bolinho de bacalhau e rabada com agrião. O bolovo de pernil é sucesso garantido, especialmente acompanhado da caipirinha de limão-capeta. Já o ambiente interno revela um universo pop, com referências à música e ao cinema.
Cabernet Butiquim

Na Savassi, o gastrobar Cabernet Butiquim especializado em vinho traz um toque de elegância à vida boêmia belorizontina. A proposta é vinho na taça, comida no prato e bom papo em volta à mesa. Além da grande carta de vinhos, o destaque fica também para seu cardápio, que conta com opções de petisco que fazem sucesso entre o público, como o cupim braseado acompanhado de bolotas de mandioca com queijo e crisp de cebola.
Casa Gabo
A chef Ornela Mattos assina, num casarão tombado de 1897 na Savassi, na Casa Gabo, uma cozinha que une a essência latino-americana ao tempero de Minas, com ingredientes de família. O cardápio é feito para compartilhar: lomo saltado, empanadas e patacones com guacamole. No copo, o Picante de la Casa (tequila, limão, pimenta) puxa a lista de drinques autorais, ao lado de vinhos latino-americanos e naturais brasileiros.
Dorival
No Vila da Serra está o Dorival, um bar focado também em parrilla. Apesar de estar localizado em Nova Lima, a qualidade dos pratos e bebidas da casa justificam sua presença na lista. Com pratos como casquinha de bacalhau e a cambito de leitão servido com mandioca cozinha, o bar conquista público de toda a região.
Dorsê
Em uma das ruas mais boêmias de BH, a Sapucaí, se encontra o Dorsê. Misturando a essência de bar com restaurante, a casa atrai um público jovem que busca uma boa experiência e bons pratos. A casa afirma ser para quem é “bom de garfo e happy hour” e traz em seu cardápio opções como o franguim lambão, que são iscas de sobrecoxa frita e lambuzadas no molho de pimenta e melado de cana, bem picante.
Estabelecimento
O Serra foi o local escolhido do bar Estabelecimento. A proposta do bar é ser “estilo quintal de casa”, experiência que proporciona proximidade e aconchego entre os clientes. Com uma cozinha autoral da roça, o bar conta com pratos como a tradicional feijoada da casa e petiscos como batatas rústicas com isca de boi.
Fuga

No Cruzeiro, o Fuga Bar & Cozinha aposta na cozinha aberta como parte da experiência: o cliente acompanha de perto o preparo dos pratos, que misturam referências brasileiras e asiáticas em receitas como o Tagliata com Salsa Verde, o Sea Bass com Caponata e o Morrocan Lamb Fillet, com opções vegetarianas como a Moussaka. No balcão, uma coquetelaria variada que embala tanto o happy hour quanto o jantar mais demorado entre amigos.
Já Tô Inno
Campeão três vezes do Comida di Buteco, o Já Tô Inno fica localizado no Barreiro. O destaque da casa fica para as porções e petiscos, como o bolo de bacon, prato que é feito de um assado de batata e queijo canastra recheada com costela de acém desfiada, enrolada por bacon e que acompanha creme de queijo com alho poró. A opção faz sucesso entre o público.
Jângal
No Cruzeiro, o Jângal uniu os conceitos de pub e beer garden e criou seu próprio ecossistema: o Pub Garden. A descontração do jardim encontra uma programação cultural agitada, o que torna o bar um dos queridinhos da vida noturna da capital. A carta de drinques criativa acompanha o ritmo da casa, que aposta em noites temáticas e shows variados.
Juramento 202
O Juramento 202 fica localizado na rua de mesmo nome, no Pompéia. Conhecido pela energia da música ao vivo e pelas rodas de samba, a cervejaria aposta em um cardápio autoral e em uma vasta seleção de cervejas. Quem chega ao bar dá de cara com itens que celebram a essência interiorana e a ambientação das tradicionais mercearias mineiras.
Mercearia 130
Com unidades no Lourdes e no Serra, a Mercearia 130 apresenta pratos que exaltam a gastronomia mineira. O famoso picolé mineiro, um torresmo feito de costelinha suína confitada, servido com osso para o cliente segurar é um dos carros chefes da casa. O milho assado na manteiga e a cerveja gelada também são cartões de visita da Mercearia 130.
Nicolau Bar de Esquina
No Belvedere é possível encontrar o Nicolau Bar de Esquina, casa que une gastronomia latino-americana com a hospitalidade do mineiro. Comandado pelo chef Leo Paixão, o gastrobar tem um cardápio que conta com pratos como pão de queijo recheado com pastrami e picles de cebola a taquitos crocantes de berinjela defumada, além de drinks como o Me Joga na Parede, que mistura gin, abacaxi, laranja, limão verde, Amaretto, licor de pêssego e grenadine.
Ofélia

No Santa Efigênia, uma casa tombada e cheia de charme abriga o Ofélia, onde os arcanos do tarô viraram inspiração pra uma carta de mais de 40 drinques. Na cozinha, o ragu de carne de panela ganha companhia de maionese de sriracha, coentro e pimenta biquinho, ao lado de pastéis de vento. Já os dumplings assados, recheados com frango e ervas ao curry, chegam finalizados com um toque de tangerina.
Patorroco
Também no Prado, o Patorroco é bicampeão do Comida di Buteco. A frente da casa está Marcos Proença, mais conhecido como Patorroco, que leva sua autenticidade para os pratos da casa. Em seu cardápio estão pratos como o acarajé mineiro, que é um bolinho de feijão recheado com creme de milho, queijo, mamão verde e linguiça e o tutu-bola, que é a porção de bolinho de tutu recheado com filé suíno e couve.
Querida Jacinta

Localizado no Santa Efigênia, o Querida Jacinta consegue atender a públicos diferentes em diversos momentos do dia. Além do tradicional almoço e de pratos como a coxa creme, coberta em massa de batata e abóbora e empanada na farinha panko, a casa ainda oferece uma programação cultural com música para quem frequenta o bar durante a noite.
Redentor
No Redentor, na Savassi tem chopp gelado e comida de boteco que faz a alegria de quem ama esse combo. O cardápio tem dois queridinhos, as empadinhas de frango com catupiry e de creme de camarão, e o Jabá Porta-Bandeira, carne seca desfiada, cebola, farinha amarela e manteiga de garrafa derretida por cima. Os coquetéis são assinados pelo mixologista Tiago Santos, e durante a semana ainda rola música ao vivo e self-service.
Rei do Torresmo
Localizado onde a fome por torresmo encontra seu templo, no Mercado Central, o Rei do Torresmo é destino certo para quem não abre mão do clássico. O bar aposta em outros pratos no cardápio, como o fígado com jiló, mas é no torresmo que a casa concentra suas apostas. Seja na versão pururuca ou na carnuda, um toque de limão ou um tanto de pimenta deixa a experiência ainda mais completa.
Silvio’s
Localizado no Esplanada, o Silvio’s tem no jiló empanado no parmesão só um dos motivos para a visita, a lista de boas desculpas para voltar segue grande. Carne de panela ao molho de cerveja preta, bolinho de bacalhau e fígado acebolado com jiló completam o time de tira-gostos que garante a boa fama do boteco.